Numa praia, num sábado, de manhã cedinho... balde e pazinha na mão... concentrado... elaborando e executando um complexo trabalho de arquitetura... e...
- O que você está fazendo?
- Eu estou fazendo um castelo de areia.
-Hum... legal.
- É sim. Quer brincar comigo? Vamos fazer o castelo juntos. Eu posso ser o rei e você pode ser a rainha...
- É? Então tá.
- Qual o seu nome? O meu é Renato.
- Carolina.
- Então rainha... nosso castelo vai...
- Carol?!
- Oi mãe!
- Vem aqui pra água filha!
- Tô indo!
Ela saiu correndo... pisou a torre... nada mais de castelo... tanto trabalho... Renato pensou que poderia refazer (sempre é possível recomeçar). Mas, pra que refazer mesmo? A maré subia, logo iria acabar com o castelo de novo.
A água é mais forte que o castelo, e não havia mais rainha. E na verdade, na verdade mesmo; não se tem castelo nem rainha, quando se é, um rei de areia.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
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Um rei de areia conhece a areia como ninguém, e sabe que ela pode ser facilmente moldada, mesmo que seja mais facilmente ainda destruída. Mas vale refazer o castelo pela beleza do monumento, que de repente se torna mais belo por ser efêmero...
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